24 de ago de 2010

Você ainda houve rádio? #MovimentoLiberdadeMusical

 Rerirado do blog: Prosa Espontânea
 
Essa semana me deparei com uma mobilização de fãs da Pitty que percorreram diversas comunidades do Orkut pedindo por "Liberdade Musical", contra a "censura das guitarras". Segundo eles, as rádios estariam exigindo que o novo single de Pitty fosse a balada "Só Agora" ou uma versão acústica de outra de suas músicas. 

Em seu blog, Pitty esclarece a situação:"Não houve “censura”, e talvez a guitarra não seja bem o foco da questão.(...)Essa situação não diz respeito necessariamente à minha banda. Não é pessoal. É um panorama geral, que envolve todas as bandas de rock.(...) Pelo público de música pop ser maior, eles têm mais espaço; e os poucos artistas de rock que ainda conseguem entrar na programação são “convidados” a suavizar suas músicas para não assustar o ouvinte médio. Do contrário, não toca."

Pitty segue dizendo que como artista, acredita que o rádio ainda seja um meio necessário para atingir o público que não tem acesso a mp3 players ou internet e também para todos aqueles que acabam ouvindo a programação do rádio na rua. E aproveita para lançar algumas questões para nós: na falta de rádio especializadas em rock, a mistura entre os estilos agrega ou enfraquece? As rádios tocam o que vocês querem ouvir? "Se não, então as rádios precisam saber que ainda tem gente a fim de escutar rock, guitarras, letras mais complexas. E o único jeito deles saberem disso é com vocês se manifestando. não há jabá que segure uma música não pedida na programação.", diz ela.

E convida os artistas a se expressarem também, já que "dizer “não” sozinho não tem adiantado muita coisa. Sempre vai ter uma banda que vai aceitar pra se encaixar no perfil da programação, e isso acaba excluindo os que querem manter o som do jeito que ele é."

Enquanto pensava em respondê-la diretamente em seu blog, percebi que a questão estava um pouco além do raciocínio de Pitty. Me ocorreram várias indagações: será que esta era uma discussão válida, num mundo onde sabemos que vários artistas são obrigados a modificar suas músicas para as gravadoras lançarem? Será que pensar em atingir um público tão amplo não seria ingenuidade, ou até mesmo pretensão, quando se faz um tipo de música restrito - explico: não vejo o rock como um único estilo musical, onde várias bandas e cantores simplesmente por "serem rock" sejam aceitas pelo público. O rock é segmentado ao ponto dos fãs de cada estilo brigarem entre si. Mesmo o pop rock atinge um número bem menor de pessoas do que outras músicas populares de maneira geral e a prova disso é o fato de aqui, no Rio de Janeiro, praticamente a cena roqueira extinguiu-se. Virou cena de gueto. Grandes bandas muitas vezes não passam por aqui, não lotam shows quando passam e não temos festivais significativos do gênero. Imagino que em outros estados, deva acontecer a mesma coisa.

Será, ainda, que o rádio ainda é um veículo significativo de divulgação ou os artistas ainda estão se prendendo a um modelo anacrônico que existe mais para reproduzir o que já está pré-estabelecido do que pra sugerir coisas novas?

Fui procurar respostas. Encontrei um post de 2006, de Valdir Antonelli, entitulado 89 FM, o fim da rádio rock que cruamente nos lança fora da utopia lançada por Pitty:

"O motivo?[do fim da rádio]Perda da audiência para outras redes de rádio, como Metropolitana, Jovem Pan, Transamérica e Mix. Culpa de quem? Dos ouvintes que, como foi bem lembrado pela Magaly Prado em seu blog, estão preferindo ouvir os sons da moda – axé, funk, dance e pagode – e do próprio mercado que exige que a emissora seja cada vez mais rentável.

Todo mundo sabe que uma rádio precisa de ouvintes para conseguir sobreviver, quando estes ouvintes começam a migrar para outras emissoras é sinal que algo está errado na programação e a mudança é inevitável. A 89 não é primeira, nem será a última rádio a mudar de estilo – a própria 89, no final da década de 80, já havia flertado com o pop, tirando até mesmo a palavra rock do seu slogan e tocando Noel e Information Society em sua programação. Nos anos 90 a 97 FM, uma das primeiras emissoras a apostar na segmentação de sua programação, abandonou o rock e abraçou a música eletrônica, a dance music com ótimos resultados para as finanças da empresa. No Rio, a Fluminense FM, a primeira rádio rock brasileira, também mudou de ares quando viu seus ouvintes, e rentabilidade, rarearem. É o sistema capitalista, paciência.

A 89 era uma rádio pop, movida a jabá e antenada nos artistas que fazem sucesso lá fora. Ou seja, não arriscava, apenas reproduzia as paradas norte-americanas e tocava o que as gravadoras queriam. Agora a tendência é que tal influência seja ainda maior. A gana por mais audiência e, conseqüentemente, mais anunciantes vai tomar conta da programação."


Em um primeiro momento, pode-se argumentar que se ele culpa os ouvintes pelo fracasso da rádio, bastaria que esses ouvintes se fizessem ouvir, como propôs Pitty. Mas esbarramos em dois problemas: o primeiro, que eu mesma já comentei sobre o público ser segmentado. Para se ouvir "o que se quer" na rádio, seria necessário que se pedissem os mais variados artistas e precisaria de uma mobilização grande, que não vai acontecer. E não vai porque a maior parte do público é aquele que tem acesso à internet e prefere garimpar e ouvir o que gosta ao invés de esperar que toque no rádio. 

O segundo problema, foi em parte respondido pelo post de Antonelli: os ouvintes querem o som da moda. As pessoas que ouvem rádio na academia, no táxi, enquanto lavam louça, querem ouvir o que se ouve no momento, nas festas, na TV, nas boates. E uma grande parte do público jovem de rádio é adolescente. Os adolescentes que ouviam Pitty há 6 anos atrás, cresceram. Hoje, a moda entre os adolescentes são outras bandas, outros artistas. É nesse filão que as rádios irão investir e garantir seus anunciantes. Se "Me Adora", fez espontâneamente sucesso entre um público maior, foi exatamente por ser uma música atípica às anteriores, com uma estrutura capaz de agradar tanto aos fãs quanto as pessoas que gostam de estilos variados de música pop. 

Dentro desse cenário, pelo menos acreditamos que o ouvinte possui algum poder. E então encontro a entrevista que Tutinha, dono da Jovem Pan, concedeu à Playboy em 2006, que eu já havia lido e não me recordava e então percebo que o buraco é bem mais embaixo. Nela, Tutinha afirma que "para uma música tocar na rádio a gravadora tem que pagar. Não importa que o artista tenha milhares de pedidos, não pagou, não toca."

A revista continua: "Engana-se, ainda mais, se você acha que é quem manda na programação das emissoras. Você, infelizmente, não manda nada, sua lista de pedidos não tem a menor influência na programação, nem mesmo nas tais paradas de sucesso espalhadas por quase todas as FMs. As canções presentes nos Top 10s da vida são escolhidas a dedo pelas próprias gravadoras que pagam pra que a música entre na programação"
 
O mais impressionante é a maneira como esses "acordos comercias" são feitos para que um artista possa tocar na rádio que, segundo ele, se o artista não tocar, não faz sucesso.Confira um trecho da entrevista:

PLAYBOY- Que tipo de acordo?
TUTINHA- Por exemplo: hoje chegam 30 artistas novos por dia na rádio. Por que eu vou tocar? Eu seleciono dez, mas não tenho espaço para tocar os dez. Aí eu vou nas gravadoras e para aquela que me dá alguma vantagem eu dou preferência.

PLAYBOY- Que vantagem?
TUTINHA- Se você tem um produto novo, você paga pra lançar. Era isso o que eu fazia. Eu tocava, mas queria alguma coisa. Promoção, dinheiro. Ah, bota aí 100 mil reais de anúncio na rádio. Me dá um carro pra sortear para o ouvinte. Mas hoje não tem mais isso. As gravadoras não têm mais dinheiro. O que pode existir é o empresário fazer acordo. Ah, toca aí meu artista e eu te dou três shows. Ou uma porcentagem da venda dos discos.

PLAYBOY- Isso não é jabá?
TUTINHA- Não. Na Jovem Pan nunca teve jabá. Antigamente as rádios tinham. Quando eu comecei a trabalhar, até me assustava. A Rádio Record ficava junto com a Jovem Pan. Na época, chegava o cara da gravadora e dava dinheiro, walkman, relógio para o radialista. Quando eu entrei, eu pegava essas coisas para a Jovem Pan. Nas outras rádios, os donos não estavam. Eu não tinha interesse em roubar a Jovem Pan. Queria fazer negócio. Antes o rádio era muito amador. Então a gravadora dava uma coisa pro cara, dava mulher.

Parênteses meu:
"Numa entrevista à Folha de S.Paulo em 2003, o executivo aposentado André Midani, ex-presidente das multinacionais Philips e Warner, assumiu que praticara o jabá naquelas casas, disse que acredita que nos últimos anos o esquema "piorou" e lembrou que as negociações costumavam acontecer em formatos variados, "dinheiro, drogas, prostitutas"."

PLAYBOY- As gravadoras já te ofereceram absurdos?
TUTINHA- Ah, tudo o que você pode imaginar.

PLAYBOY-Um harém?
TUTINHA- Não, isso não. O que eles faziam era me levar para conhecer os artistas. Mas eu não me vendia por isso. Eles lançavam o novo disco da Gloria Estefan e me convidavam assim: primeira classe, carro com motorista, backstage do show em Amsterdã, junto com o presidente da Sony. Depois um jantar fechado com a Gloria Estefan. E o cara achava que eu tinha que tocar porque tinha tido essa moleza, né?

PLAYBOY- E com a Pitty, qual foi a história?A Jovem Pan não quis tocar...
TUTINHA- Porque a gravadora não quis fazer negócio. E com uma música nova a gente tenta fazer algum tipo de promoção, pegar prêmio, pegar coisa para o ouvinte. Eles disseram não e a gente não tocava. Mas ela estourou tanto que tivemos que tocar. Tem horas que a gente tem que dar o braço a torcer. Também não sou birrento. Não vou atrapalhar a Jovem Pan por vaidade.

PLAYBOY-Esses músicos que você citou - CPM 22 e Charlie Brown Jr. - tocam na sua rádio? 
TUTINHA- Todos. Eu sou uma pessoa que não tem opinião. Pra mim, que tenho o objetivo de ser o primeiro lugar, não adianta saber se eu gosto. Eu tenho que saber se faz sucesso. Se eu vou ver o show de Sandy & Junior e vejo lá o público da rádio, até penso em tocar na Jovem Pan. Eu sou treinado para isso. Quem tem muita opinião não consegue fazer a coisa comercial. Mas eu gosto do Charlie Brown. Só acho que é uma música que não fica.

Como nem tudo são trevas, enquanto grandes veículos como a Jovem Pan fazem os acordos mais obscuros para garantir o "primeiro lugar", rádios como a Ipanema FM, em Porto Alegre, conseguem sobreviver sem jabá.  

Segundo Eduardo Santos, "A Ipanema funciona de modo completamente diferente do das outras rádios. O que a gente vende é intervalo comercial, não espaço musical". E para manter a rádio, investem em: "permutas com lojas de CDs que têm interesse em anunciar na emissora, mantém contato direto com selos estrangeiros, recebe e executa versões em MP3lojas de CDs que têm interesse em anunciar na emissora, mantém contato direto com selos estrangeiros, recebe e executa versões em MP3 de músicas que as próprias bandas mandam, investe em programação 'não-confirmada'".

Eduardo aproveita e lança mais uma dúvida no ar: "por que não se ouvem radialistas reclamando da imposição arbitrária de "músicas de trabalho" por gravadoras?". Segundo ele, as pesquisas sobre as músicas mais tocadas que confirmam ou não o "sucesso" das "confirmadas" das gravadoras. E como sabemos como é feita a escolha das mais tocadas, a conclusão óbvia é a de que a indústria fonográfica dita como vai ser a cultura do povo.

Para Eduardo Santos, "os próprios artistas são coniventes.". Para Luiz Antônio Mello, co-fundador da Fluminense FM, os artistas é que deveriam iniciar um movimento de combate: "80% dos artistas não tocam nas rádios. Esses é que deveriam pressionar, se reunir, dar nomes, fazer uma denúncia formal, ir ao ministério."

Sendo assim, será que transferir a maior parte da responsabilidade pro público não é uma maneira dos artistas continuarem sendo coniventes com as regras do jogo, enquanto o público os enxerga como reféns?

E aí acho que a iniciativa de Pitty, mesmo que não chegue a tanto, pelo menos pode estimular um bom debate. Como fez João Parahyba ao publicar a sua Carta Aberta aos Músicos e Artistas, discutindo sobre os festivais de música no país. João começa com a seguinte mobilização, que serve para ambos os casos:

"Estamos num momento histórico de mobilização onde todos, ou quase todos estão lutando pela sobrevivência e manutenção da nossa música. Nos últimos dias tenho refletido sobre tudo que passamos nesses últimos meses, anos e décadas, e me veio na cabeça. Quem são os verdadeiros sujeitos disso tudo que está acontecendo na música brasileira, ontem, hoje e amanhã?!

Somos Nós! Artistas! Músicos e autores! Que fazemos desta arte a nossa vida, e no que diz respeito a estilos, gêneros e ritmos. Somos únicos! Sem nós, não existe música…. CD, DVD, Fonograma, rádio, show na televisão, mostra, festival, baile, casamento, carnaval e São João. Não existe nada!".

Do outro lado da mesa, ainda existe um grupo de artistas que nem no rádio consegue chegar. Um pessoal que aprendeu a gravar e produzir seus discos de maneira independente, conquistou um público exclusivamente através da internet e luta todos os dias para se manter. Dentre eles, está Rômulo Fróes, músico que está produzindo um documentário sobre a música contemporânea paulista, e vale a pena conferir trechos da entrevista que concedeu à Scream & Yell:

"A gente tem um mercado falido. A Tropicália surgiu no final dos anos 60, com militares no poder, mas eles ainda conseguiram aparecer no mercado, conseguiram chamar a atenção.
Era a TV começando a rolar, né. A internet é o quarto momento disso. Primeiro teve a indústria fonográfica, que começou a gravar disco.Depois o rádio, a TV e agora a internet. Curiosamente, nesses quatro momentos estavam rolando um monte de coisas.(...) Chegou a TV e uma galera caiu fora. Vicente Celestino se fodeu, e o Roberto Carlos começou a surfar na onda. A internet, de certa forma, fodeu uma galera também. O povo da MPB que fica chorando por causa da pirataria, falando que não vende disco, tipo o Fagner reclamando na TV. O Fagner se fodeu, em certo sentido. A Biscoito Fino fica reclamando…  uma banqueira. E tem a minha turma, que só existe por causa da internet. Só que talvez seja a geração mais difícil de assentar e se mostrar justamente porque o negócio ficou muito amplo. É muita gente fazendo no mundo inteiro a toda hora. Está cada vez mais difícil de formar o negócio.

Mas é complicado porque a gente está pensando no nosso microcosmo. A grande massa continua a mesma coisa, só que agora eles estão ouvindo o Fresno, que é a banda que a gravadora está desenvolvendo no momento, ou a Ivete. O Caetano, Gil, Chico, nunca foram grandes sucessos de venda, mas eram muito representativos, pois havia um André Midani que sabia que, se estava ganhando uma puta grana com o Odair José, então dava pra deixar o Caetano fazer o “Araçá Azul”…

Eles não vendiam pra caralho, mas eles tinham a indústria por trás deles. A gente não tem ninguém, ninguém. Só blog da internet, cujo publico é parecido com o nosso, um pouquinho maior. Eu tenho a minha gravadora (YB), que é ótima. Tenho uma assessoria de imprensa do caralho, e tem um estúdio foda, onde gravo meus discos. Eu já estou num outro patamar. No meio da miséria eu sou rico. É uma geração meio abandonada, cada um por si. A gente é o nosso próprio empresário, a gente que grava, que divulga, que se fode. Talvez, se tivesse naquele esquemão, iria ser daquele tamanho. O Curumin iria ser pop star, o Bruno iria ter um monte de fã clube feminino, e eu ia ser o cabeçudo, o maldito da gravadora. Ia continuar igual, só que agora é todo mundo do mesmo nível.

E eu sou de uma geração de gente que comprava a Melody Maker na vaquinha pra todo mundo ler, que neguinho descolava o vinil do Kiss e ficava se gabando, comia umas minas na escola por causa disso. Agora você tem tudo. Isso é muito forte. E é isso que move essa geração. É isso que faz neguinho fazer música boa. Tem muita informação. Agora, talvez eles não consigam (chegar a grande massa)…"

O negócio é o rádio…

"Isso é foda, cara! A gente não tocar no rádio. Imagina ficar tocando “Para Fazer Sucesso” no rádio o tempo inteiro, em varias rádios? Duvido que essa porra não vire. A rádio é mais forte que a TV. Na TV você é um mico de circo. No rádio não, é perfeito, você fica feliz. O que importa ali é a música. Toda vez que toquei em rádio era uma loucura, todo mundo ligava, mas são eventos muito especiais. A minha piada é que toda vez que toco no rádio é porque eu estou na estação. Eu sei que já aconteceu, mas nunca tive o prazer de me ouvir no rádio…

Nosso problema é que aqui eles se acostumaram a receber R$ 30 mil pra tocar o disco da gravadora, então ele não vai tocar seu disco de graça porque abre precedente. Então ele pega e toca o Caetano – velho. Não toca o disco novo do Guns, toca “Sweet Child of Mine”. Só velharia, as novidades são de quem está pagando, e as pessoas não mudam. Tanto não mudam que o Caetano é o terceiro maior arrecadador de direitos autorais do Brasil hoje…
E não tem nenhuma música do “Ce” e do “Zii e Zie”.(...). A minha tia iria saber que sou músico se eu tocasse no rádio. A minha mãe é um caso clássico. Ela não tem gosto nenhum, e ouve radio desde que nasceu. Ouvia Aracy de Almeida, ama Dolores Duran, Orlando Silva, até hoje, porque ouviu no rádio. Hoje ela ama o Zezé di Camargo, a Claudia Leitte, porque ela não faz distinção. Está todo mundo tocando no rádio, ela canta igual. Então o que tocar ela vai gostar. Falar que o rádio toca o que o povo quer ouvir é uma balela."

Ele dita o que o povo quer ouvir.

"Hoje a concorrência é desleal: como eu vou concorrer com a Claudia Leitte? A Maria Bethânia criou um subselo, lança um disco por ano, e não toca na rádio, mas está lançando.(...)"

Mas será que as pessoas ainda ouvem rádio? Será que se a indústria ditasse outras modas, as pessoas aceitariam ouvir ou o que é ditado já foi feito dentro do gosto do ouvinte médio? Será que de modo geral, os artistas que não produzem música dentro do padrão da indústria estão ingenuamente procurando atingir um público que está pouco interessado em novidades?

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