15 de abr de 2011

Falcão diz que recusou convite para treinar o Grêmio em 2000



Terra.com

Ídolo eterno no Internacional, Paulo Roberto Falcão contou na entrevista após o treino desta sexta-feira que recebeu um convite para treinar o Grêmio. O técnico colorado admitiu ter ficado orgulhoso com a proposta, mas que o coração falou mais alto na hora de responder e, por isto, acabou não aceitando trabalhar no Estádio Olímpico. Na época, Falcão já trabalhava como comentarista esportivo e, segundo o treinador, a recusa foi uma prova de que sempre foi imparcial na hora de opinar.

"Fui convidado para treinar o Grêmio e não aceitei, por uma questão muito simples: o Internacional faz parte da minha história e como jornalista na época foi a maior demonstração de imparcialidade que tive, e claro que eu não aceitei, com todo o respeito. A minha relação com o Internacional, como jogador é de dezesseis anos, me criei aqui, atuei em todas as categorias de base, então eu tenho uma relação muito forte com o Internacional. Não tem como trabalhar no Grêmio, com todo o respeito que a entidade merece, mas a minha praia é aqui no Inter", explicou o técnico colorado.

O convite gremista aconteceu no final de 2000. O dirigente responsável pelo futebol do time tricolor na época era José Otávio Germano.

"Em dezembro eu me reuni com o Falcão, eu tinha a convicção de como conhecedor de futebol ele poderia acrescentar muito. Ele me pediu 48 horas para pensar, ficou louco de vontade de aceitar, mas não aceitou e indicou dois nomes: Carlos Bianchi e Tite. Como não se tinha dinheiro para contratar o Bianchi, fomos de Tite e ganhamos a Copa do Brasil em 2001", disse o ex-dirigente gremista.

Falcão estreia neste sábado como técnico do Inter, na partida contra o Santa Cruz, pelas quartas de final do segundo turno do Campeonato Gaúcho.

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