18 de jan de 2012

ATENÇÃO! Greve nos ônibus da Capital, apartir de amanhã




Categoria não realizava uma paralisação desde 1986

correiodopovo
 O Sindicato dos Rodoviários de Porto Alegre decidiu, na noite desta quarta-feira, decretar greve nos ônibus da Capital. De acordo com o presidente da classe, Júlio Gamaliel, a categoria deve “parar o município”. No entanto, ele alertou que os 30% de efetivo em funcionamento, impostos pela legislação, serão cumpridos. O prefeito em exercício, vereador Mauro Zacher (PDT), foi informado pela reportagem que os rodoviários decidiram cruzar os braços. A assessoria de imprensa do político confirmou que o pedetista decidiu cancelar sua viagem para Santa Maria, na região Central do Estado. Zacher iria visitar a Agência de Desenvolvimento.

A categoria reclama do aumento oferecido de 3,5%. Os profissionais pedem um aumento de 22%. O presidente do Sindicato das Empresas de Ônibus Urbano em Porto Alegre (Seopa), Ênio Roberto Dias dos Reis, disse que a proposta é totalmente fora da realidade. Segundo ele, é necessário ter responsabilidade nas negociações. A promessa dos profissionais é voltar ao trabalho somente quando receberem uma proposta concreta. Os rodoviários não realizavam uma greve desde 1986.


#Atualização 22:53

Categoria decide manter estado de greve após realização de assembleia

Os 8,5 mil rodoviários de Porto Alegre, dos quais cerca de 5 mil são motoristas de ônibus, decidiram permanecer em estado de greve. Em assembleia realizada durante a noite, a categoria avaliou e rejeitou os 4% de reajuste salarial oferecidos pela Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP). “Vamos protestar nas ruas nesta quinta-feira”, adiantou, sem dar possíveis roteiros, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Coletivo Urbano e de Passageiros de Porto Alegre, Júlio Gamaliel.

• Passagem de ônibus da Capital pode se tornar a segunda mais cara do Brasil

Os rodoviários, cuja data base do dissídio salarial é 1º de fevereiro, pedem 22% de reajuste salarial mais 5,14% de variação da inflação. “As empresas nos oferecem somente 4% e R$ 0,50 a mais sobre o vale-refeição de R$ 13. Isso é um deboche”, desabafou Gamaiel.

O piso atual dos motoristas é de R$ 1,6 mil, e o dos cobradores, R$ 971. Na assembleia, muitos defenderam greve geral por tempo indeterminado, mas a continuidade das negociações venceu.

Se decidissem pela greve, os rodoviários precisariam manter 30% da frota de 1.679 coletivos de Porto Alegre em operação para evitar a decretação de ilegalidade do movimento, caso essa medida fosse solicitada judicialmente. A ATP não se pronuncia sob a argumentação de que o período é de negociações com os rodoviários. Não há uma agenda sobre nova reunião com a associação.

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