18 de jan de 2012

Passagem da Capital pode ir para R$ 2,92

Pressão dos rodoviários por reajuste de pelo menos 7% deve elevar a tarifa para pelo menos R$ 2,90

 

correiodopovo
A passagem de ônibus de Porto Alegre pode se tornar a segunda mais cara do país, ainda no verão, se forem considerados os reajustes dos últimos anos. Segundo uma projeção média que leva em conta os aumentos concedidos pela EPTC, de 10,2%, em 2011, e de 6,5%, em 2010, a tarifa pode subir, de R$ 2,70 para R$ 2,92. No ano passado, o Seopa (Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre) pediu reajuste de 14,69% na tarifa, e, no ano anterior, reivindicou 11,3%. Em nenhum deles, o pedido foi atendido na íntegra.

Conforme dados fornecidos pela própria Empresa Pública de Transportes e Circulação (EPTC), a cidade gaúcha registra, hoje, a terceira maior tarifa de ônibus, perdendo para São Paulo, cuja passagem custa R$ 3, e para Manaus, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, onde a tarifa custa R$ 2,75.

Caso o pedido de aumento das empresas supere os 10%, com o arrendondamento, o valor do bilhete, em Porto Alegre pode chegar a R$ 3, empatando com a capital paulista. A tendência, porém, é de que a Prefeitura tente reduzir ao máximo o valor a fim de evitar protestos de movimentos estudantis e de partidos de oposição em ano eleitoral.

Procurados pela reportagem, os presidentes da EPTC, Vanderlei Capellari, e da Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP), Ênio dos Reis, que também preside o Seopa, disseram que ainda não pretendem se manifestar sobre a questão.

O aumento anual é calculado com base no reajuste dado aos rodoviários - que em 2011 foi de 8% - e na alta de insumos das empresas de transportes, como pneus, oléos lubrificantes e carrocerias.

Em 2012, os trabalhadores do setor exigem 22% de reposição, enquanto o setor patronal oferece 3,5%. Em uma assembleia marcada para as 19h desta quarta-feira, o Sindicato dos Rodoviários espera analisar uma nova proposta das empresas de ônibus. O presidente do sindicato, Júlio Gamaliel, já deixou claro que qualquer proposta inferior a 7% sequer vai ser analisada. No sábado, cobradores e motoristas entraram em estado de greve.

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