1 de mai de 2012

Concertos Dana: Clássicos do Rock Gaúcho part. Orquestra de Câmara da Ulbra

















Espetáculo celebrou três gerações de hinos e memórias antológicas

Música boa é atemporal, ainda mais aquelas que têm ligações emocionais com nosso passado... É só ouvir alguns acordes e, pronto: começa a viagem no tempo. No Concertos Dana Clássicos do Rock Gaúcho isso aconteceu com muita gente, que viu sua infância, adolescência e até adultez roqueira passar diante dos seus olhos no show espetacular que lotou o Salão de Atos da Ufrgs.

Foi uma noite de feitos heroicos e antológicos, a começar pelo próprio clima em Porto Alegre. Mesmo com o frio e a chuva, os roqueiros xucros que esgotaram os ingressos do show estavam todos lá, emocionados e felizes por presenciar um encontro tão histórico. Foi a primeira vez na história dos onze anos de Concertos Dana que o show começou com atraso – o motivo era a lotação esgotada e a chuva que deixa nossa Porto Alegre mais complicada de transitar. Isso tudo só prova que quem ama rock no Rio Grande do Sul continua um gaulês irredutível, com nossos Edu Ks, Julios Renys e Wanders Wildners da vida sustentando nossa resistência underground. Jimi Joe comandava a noite capitaneando a rádio Canal Dana, que relembrou momentos antológicos do rock gaúcho e seus personagens. Entre os convidados da noite estavam: Tonho Crocco, Carlos Eduardo Miranda, Carlo Pianta, Frank Jorge, Beto Bruno, Gabriel Boizinho, Nei Van Soria, Jupiter Apple, Edu K, Biba Meira, Julio Reny, King Jim, Julia Barth, Márcio Petracco, Pedro Verissimo e Luciane Adami.

O começo da noite foi uma tempestade de ventania com Miranda e Luciane Adami cantando “Shoobidahbidoobah (Porto Alegre é Meu Lar)”, de Atahualpa Y Us Panques. Segundo Jimi Joe, essa é a banda mais chinela do rock gaúcho, e surgiu em 1984. O grupo surgiu em 1984, e era formado por Jimi Joe, Paulo Nequete, Carlos Miranda, Castor Daudt e Flávio Santos. As músicas que criavam seguiam uma linha punk rock jamais vista nos padrões gaúchos dos anos 80. Jimi Joe lembra: “A gente ensaiava às 9 da manhã, todo os dias, no pátio da casa da avó do Gordo Miranda e ela vinha nos oferecer café e biscoito no meio do ensaio. Foi naquele pátio que conheci gente como Edu K, com quem eu e o Miranda fizemos 3 Almas Perdidas, a banda mais doente de Porto Alegre”.

Leia mais em http://www.dana.com.br/cultural/nossos_projetos.asp?idTag=380&idProjeto=1630

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